Trabalho escravo contemporâneo

Quando se fala em escravidão imaginamos, geralmente, um sistema de trabalho que marcou o passado do Brasil, no período colonial e imperial. Entretanto, mesmo após a Lei Áurea em 1888 decretar o fim do direito a propriedade de uma pessoa sobre outra, a escravidão ainda é uma realidade brasileira, tanto no meio rural, quanto nos centros urbanos.

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Embora tenha inúmeras diferenças em relação à escravidão do passado, o trabalho escravo contemporâneo mantém características que ferem a dignidade humana e privam os indivíduos de sua liberdade. No caso brasileiro o trabalho escravo (ou análogo às condições de escravidão) está muito relacionado com a concentração de terras, com a estrutura fundiária brasileira que faz com que milhares de pessoas migrem de seus municípios de origem para outros em busca de melhores oportunidades de emprego, iludidos por propostas de trabalho enganosas. Os principais setores produtivos que registram casos de trabalho escravo são: indústria têxtil, construção civil, produção de carvão vegetal e setor agropecuário. De acordo com a ONG Repórter Brasil, em parceira com o Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, cerca de 47.031 trabalhadores foram escravizados, entre os anos de 1995 e 2013, no Brasil.

Atualmente, as denúncias de trabalho escravo no Brasil tem sido cada vez mais frequentes e diversas organizações (do Estado ou da sociedade civil) têm trabalhado para esclarecer o tema, com mecanismo de prevenção e estimulando e apurando as denúncias realizadas. Com certeza, este é um assunto que merece toda a nossa atenção e estudo, por isso, vamos tentar construir mecanismos para identificarmos o trabalho escravo e estimular as denúncias?

Atividade:

A partir dos diálogos em sala de aula e de textos e ferramentas multimídias já existentes (no final no post vocês as encontrarão), cada turma deverá confeccionar um mural explicativo contendo informações sobre o trabalho escravo contemporâneo no Brasil. Cada turma será responsável por um conteúdo específico para seu mural. Os quatro conteúdos serão:

  1. Caracterização da escravidão contemporânea, através de elementos relacionados com a supressão da dignidade e a privação da liberdade.
  1. Quadro comparativo entre o trabalho escravo contemporâneo e a escravidão colonial e imperial.
  1. Ciclo do trabalho escravo contemporâneo
  1. Ações de prevenção e combate.

 

Neste link vocês encontrarão uma série de materiais para a pesquisa e confecção dos murais:

http://www.escravonempensar.org.br/tipos-de-material/publicacoes/

Já neste outro link vocês podem fazer o download do jogo “Escravo nem pensar!”:

http://www.escravonempensar.org.br/2014/05/escravo-nem-pensar-lanca-jogo-digital-sobre-trabalho-escravo-contemporaneo/

Espero a opinião de vocês sobre o tema e o jogo em sala! 🙂

 

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Categorias: 9º ano (EMB) | Deixe um comentário

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